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Dia Mundial da Atividade Física

«Vida ativa! Vida mais longa!» é o mote do Dia Mundial da Atividade Física, que se comemora este sábado, 6 de abril. Mexa-se pela sua saúde!

«Vida ativa! Vida mais longa!» é o mote do Dia Mundial da Atividade Física, que se comemora este sábado, 6 de abril.

São mais de vinte as doenças e condições relacionadas com a saúde para as quais existe evidência científica de um papel positivo da atividade física regular. Por isso, mexa-se pela sua saúde.

A atividade física reduz as taxas de mortalidade por todas as causas, doença coronária, hipertensão, trombose (acidente vascular cerebral), síndrome metabólico, diabetes tipo II, cancro da mama e colorretal, depressão e quedas. Há, ainda, evidência forte para um efeito na aptidão cardiorrespiratória e muscular, no peso e composição corporal, na saúde óssea, na funcionalidade e autonomia física e na função cognitiva.

Promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data foi inspirada na rede Agita Mundo, uma organização não governamental dedicada à promoção da atividade física, formada por instituições nacionais e internacionais, que se reuniram no Brasil, no 25.º Simpósio Internacional de Ciências do Desporto, em 2002.


O que é atividade física?

Corresponde a qualquer movimento realizado pela musculatura esquelética do corpo (os principais músculos), que resulte num dispêndio energético acima dos valores de repouso.

Quais os níveis recomendados de atividade física para adultos?

Recomenda-se que os adultos acumulem, pelo menos, 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada ou 75 minutos de atividades vigorosas (ou uma combinação equivalente). Adicionalmente, devem praticar atividades que contribuam para melhorar ou manter a força e resistência musculares, pelo menos, duas vezes por semana.

Quais os níveis recomendados de atividade física para crianças?

Recomenda-se que crianças e adolescentes pratiquem diariamente, pelo menos, 60 minutos de atividade física de intensidade moderada a vigorosa. Tal deve incluir, pelo menos três vezes por semana, 20 a 30 minutos de atividades como correr, subir e descer, saltar ou outras que solicitem o sistema musculoesquelético, para a melhoria da força muscular, da flexibilidade e resistência óssea.

Quais as recomendações de atividade física para pessoas mais velhas?

O movimento é essencial para que o idoso mantenha o equilíbrio fisiológico e psicológico que lhe permita gozar uma velhice plena e manter-se autónomo e ativo. Se possível, a pessoa idosa deve participar em, pelo menos, 30 minutos de atividade aeróbia de intensidade moderada (por exemplo, caminhada), pelo menos cinco dias por semana, ou três sessões de 20 minutos de atividade aeróbia vigorosa (ou uma combinação de ambas), no sentido de promover a sua saúde e funcionalidade. É, ainda, reforçada a importância de realizarem exercícios de equilíbrio, flexibilidade e força, envolvendo grandes grupos musculares, duas a três vezes por semana.

Qual a prevalência da inatividade física em Portugal?

Cerca de 80% da população não pratica atividade física suficiente para cumprir as recomendações da OMS. Contudo, importa considerar que estas recomendações contemplam sobretudo a prática de exercício físico e desporto. É possível ter uma vida fisicamente ativa através de outras alterações no dia a dia que levem a realizar mais movimento – no trabalho, em casa e, sobretudo, nas deslocações. Entre as crianças com 10-11 anos, 64% são pouco ativas fisicamente. O valor da inatividade física sobe abruptamente para mais de 95% em jovens com 16-17 anos.

Em que doenças e condições de saúde tem a atividade física um efeito comprovadamente positivo?

São mais de 20 as doenças e condições relacionadas com a saúde para as quais existe evidência científica de um papel positivo da atividade física regular. A atividade física reduz as taxas de mortalidade por todas as causas, doença coronária, hipertensão, trombose (acidente vascular cerebral), síndrome metabólico, diabetes tipo II, cancro da mama e colorretal, depressão e quedas. Há, ainda, evidência forte para um efeito na aptidão cardiorrespiratória e muscular, no peso e composição corporal, na saúde óssea, na funcionalidade e autonomia física e na função cognitiva.


Para saber mais, consulte:

Direção-Geral da Saúde > Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física